Até o final da semana, os pefelistas de Londrina devem apresentar à executiva estadual do partido uma lista de nomes para compor uma nova comissão provisória municipal. Para garantir o consenso dos correligionários, os deputados federais Abelardo Lupion, Joaquim dos Santos Filho e o estadual Durval Amaral estarão amanhã na cidade. Esta é a primeira medida tomada pela executiva estadual desde que a comissão provisória do PFL foi extinta anteontem, a pedido do então presidente Farage Kouri.
A decisão foi tomada durante reunião, em Curitiba, entre os membros da executiva com pefelistas de Londrina.
Segundo Kouri, o objetivo da dissolução é acabar com o mal-estar criado pelos vereadores Antônio Ursi, Carlos Santa Rosa e Adalberto Pereira, contrários à sua pré-candidatura nas eleições de outubro. ‘‘Eles querem vender uma coligação com outra legenda. Criaram polêmica dentro do partido sem saber o que realmente estava acontecendo’’, afirmou.
De acordo com ele, seis membros da comissão ligados ao prefeito afastado Antonio Belinati deixaram seus cargos espontaneamente, derrubando por terra a denúncia dos vereadores. Caso não haja acordo, a questão será resolvida em nova reunião do diretório regional, segunda-feira, em Curitiba.
Como pré-candidato à prefeitura, Farage Kouri pretende obter a maioria na comissão provisória e continuar como presidente. ‘‘Tenho o apoio do diretório regional e também dos pré-candidatos a vereadores que estão assinando uma moção a favor da minha candidatura’’.
A pressa para definir a nova comissão provisória do PFL deve-se à proximidade da convenção do partido que precisa ser realizada até o dia 30. Por enquanto, Farage é o único candidato. O vereador Adalberto Pereira, porém, afirma que existem outras pessoas interessadas em representar o PFL nas eleições e ressaltou que Farage não é o candidato dos três vereadores.
Adalberto afirmou ainda que Farage está querendo transferir aos três vereadores a responsabilidade sobre a crise no partido. ‘‘Os problemas foram causados pela administração (de Belinati) e não por nós’’. Eles iniciaram em abril um movimento para a intervenção no partido devido à repercussão das denúncias de corrupção envolvendo Belinati.
Adalberto condenou também a atitude de Farage que quer continuar sendo presidente da comissão a ser formada. ‘‘Se ele continuar como presidente, não vai mudar nada’’, criticou. ‘‘Não aceitamos ninguém ligado à administração. (colaborou Lucilia Okamura)

mockup