Silvana Leão
De Londrina
A direção do PFL em Londrina pretende esperar o desenrolar dos acontecimentos para tomar qualquer decisão em relação ao anúncio de desistência do prefeito Antonio Belinati de concorrer à reeleição. O presidente do partido, Farage Kouri, admitiu ontem que a ‘‘luta’’ agora ficará muito mais difícil.
Ele também não descartou a entrada de seu nome no páreo. ‘‘Seria hipócrita se dissesse que não tenho pretensões políticas’’, disse Kouri, que também é presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel).
Farage Kouri considerou ‘‘uma surpresa desagradável’’ a decisão de Belinati, anunciada anteontem pela Folha. Afirmou, porém, que o PFL conta com outros grandes nomes em Londrina e um deles será escolhido. Quanto à possibilidade do prefeito voltar atrás, ele disse tratar-se de uma possibilidade muito remota, já que foi uma decisão tomada em família e Belinati demonstrou estar ‘‘muito firme’’ nela. ‘‘Ele está muito deprimido com esta situação’’, disse Kouri.
Na opinião do presidente do PFL, a cidade está assistindo a uma ‘‘guerra política contra a pessoa do prefeito’’. Segundo Kouri, Belinati está sendo rotulado sem que tenha sido julgado. ‘‘Com isso, a comunidade não está vendo os benefícios que ele trouxe para o município. É deprimente que fatos isolados de duas autarquias estejam denegrindo a sua imagem’’, disse. Farage Kouri afirmou ainda que o partido não chegou a sair em defesa de Belinati anteriormente por não querer entrar ‘‘numa guerra onde as pessoas estão mais preocupadas em promover-se politicamente’’.
O presidente do diretório municipal PSDB de Curitiba e deputado federal, Max Rosenmann, afirmou ontem que a decisão de Belinati interfere no quadro eleitoral do Estado. Ele afirmou que as eleições de outubro representam o início de um novo ciclo político, com o fim da hegemonia pefelista. ‘‘O agravamento da situação financeira do Estado e da prefeitura de Curitiba prenunciam a substituição do grupo liderado por Lerner’’, afirmou o parlamentar.

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