De posse dos números das pesquisas de opinião nas 100 maiores cidades brasileiras nesta reta final da campanha pelas prefeituras, o PFL já contabiliza uma vitória dos partidos da aliança governista sobre os adversários do Palácio do Planalto. ‘‘Esta história de falar mal do governo não pegou; o eleitor está dando uma lição de sabedoria ao exigir o debate dos problemas municipais’’, analisa o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC).
Bornhausen acredita que este comportamento do eleitor está sendo determinante para a reeleição dos atuais prefeitos do PFL. Além de manter o poder nas cinco capitais que controla desde a última eleição – Recife, com Roberto Magalhães; Salvador, com Antônio Imbassay; Curitiba, com Cassio Taniguchi; Rio de Janeiro, com Luiz Paulo Conde; e Florianópolis, com a Angela Amin – o PFL aposta que vai crescer nas grandes cidades, superando em número de votos os parceiros da aliança.
Caso as previsões pefelistas sejam confirmadas pelas urnas no próximo domingo, a direção partidária espera obter cerca de 12 milhões de votos nos 100 maiores colégios eleitorais que considera ‘‘estratégicos na disputa presidencial de 2002’’. As pesquisas do partido apontam o segundo lugar em número de votos (6 milhões a 8 milhões) ao PSDB, que deverá vir seguido de perto pelo PMDB.
O partido avalia que lucrou ao concorrer com candidatos próprios em São Paulo, Fortaleza, Maceió e Porto Alegre e, sobretudo, ao lançar novos quadros na disputa em cidades de porte médio. É o caso de Criciúma (SC), onde o grupo comandado por Bornhausen lançou uma jovem desconhecida que se revelou um fenômeno eleitoral na briga pela prefeitura.
Aos 25 anos e sem nunca ter disputado uma eleição, a candidata Romanna Remor surpreendeu a cúpula pefelista na volta a Criciúma, depois de ter cursado relações internacionais e administração pública na Universidade de Utah (EUA). A morena bonita e comunicativa fez tamanho sucesso nos palanques e no programa eleitoral gratuito no rádio e na televisão que saltou de zero para 20,77% das intenções de voto.
Levantamento do Instituto Perfil, contratado pelo partido, coloca Romanna em segundo lugar, tecnicamente empatada com o petista Décio Góes (21,01%). À frente, o candidato do PMDB Eduardo Moreira, que tem a preferência de 38,36% dos eleitores consultados.
Mas nem todo este êxito será suficiente para que o PFL supere o PT. A calculadora dos líderes pefelistas considera a possibilidade de o PT eleger Marta Suplicy para a prefeitura de São Paulo, e diante da boa performance petista, avalia que o PT reafirmará sua condição de maior e mais consistente partido de oposição no Brasil, com cerca de 13 milhões a 15 milhões de votos.

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