Pefelista defende
mudança na lei que
permite proliferação
O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), lamenta a proliferação de candidatos. ‘‘Mais de dez disputando a eleição em uma cidade é um verdadeiro absurdo, que só vai acabar quando a cláusula de desempenho entrar em vigor, para termos no máximo sete partidos organizados de maneira nacional’’, disse, se referindo ao projeto de lei já aprovado no Senado que antecipa de 2006 para 2002 o dispositivo previsto na lei eleitoral que praticamente elimina do horário gratuito dos partidos que não conseguirem pelo menos 5% de votos em eleições proporcionais.
A provável antecipação da cláusula de desempenho é citada por alguns políticos como um dos motivos que favorece a proliferação de candidaturas. ‘‘O PDT tem que fazer justamente o que o PT fez na década de 80, lançando candidatos próprios sempre que pudesse para deixar no eleitorado a marca do partido’’, disse o líder da bancada pedetista na Câmara, Miro Teixeira (RJ), acrescentando que ‘‘só uma candidatura própria permite que um partido eleja vereadores e garanta a sua sobrevivência quando a cláusula de desempenho entrar em vigor’’.
Com base neste raciocínio e temendo a defecção do governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho dos quadros partidários, o PDT está evitando alianças de forma aberta: em Porto Alegre, o deputado Alceu Collares deverá ser candidato contra a reeleição do prefeito Raul Pont (PT). Em São Paulo, o candidato é o deputado José Roberto Batocchio. (A.E.)