Patrícia Zanin
De Londrina
O presidente do diretório do PMDB em Londrina, Genivaldo Dias, recebeu ontem uma intimação da executiva estadual do partido para fazer sua defesa sobre o pedido de intervenção no diretório feito por alguns membros da sigla. Na alegação, o baixo desempenho do partido nas eleições municipais do ano passado e o fato de o presidente licenciado, Marcos Colli, ser secretário do prefeito de Londrina Antonio Belinati (PFL).
Dias deve fazer sua defesa na próxima segunda-feira, durante a reunião da executiva estadual. Ele adiantou que pretende alegar que o baixo desempenho não foi exclusividade de Londrina. ‘‘Curitiba, por exemplo, só conseguiu eleger um deputado federal’’. A crítica não procede. Além disso, ele disse que pretende argumentar que Colli tomou uma decisão pessoal e não do partido ao aceitar ser secretário de Belinati. ‘‘Ele está licenciado do comando da sigla’’.
Genivaldo Dias acredita que a possível intervenção tem o objetivo de acomodar o grupo do ex-prefeito de Londrina Luiz Eduardo Cheida, que se filiou ao PMDB no mês passado. ‘‘Pelo estatuto, novo filiado só pode votar e ser votado seis meses depois de seu ingresso. Se houver a constituição de uma comissão provisória, esse prazo cai para um mês’’.
Nesta semana, em entrevista à Folha, Cheida preferiu não comentar o pedido de intervenção, mas negou que houvesse pressão para que seu grupo assumisse o comando do diretório. Ele alegou que sua entrada não foi precedida de nenhum tipo de negociação.

mockup