Peemedebistas têm pressa em definir nome para 2010
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terça-feira, 04 de novembro de 2008
Catarina Scortecci<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O líder da base aliada na Assembléia Legislativa e vice-presidente do PMDB no Estado, deputado Luiz Cláudio Romanelli, admitiu ontem que a indefinição em torno de um nome da legenda para concorrer ao governo do Estado em 2010 só causa ''prejuízos ao próprio projeto do partido, de ter mais quatro anos''.
''Precisamos trabalhar agora na consolidação de uma candidatura'', pregou Romanelli.
A pressa favorece o único nome do PMDB já lançado para a disputa até agora, o do vice-governador Orlando Pessuti.
E nem o fato de o governador Roberto Requião (PMDB) ainda não ter declarado abertamente apoio ao nome do correligionário deve atrapalhar os planos de construção de uma candidatura, segundo o deputado.
''Requião é o protagonista do processo, mas a dinâmica é outra, não dá para esperar. O partido só sobrevive tendo projeto de poder, não é uma agremiação filantrópica'', afirmou o peemedebista.
''Temos 16 deputados estaduais, oito deputados federais e 65% dos prefeitos eleitos no Paraná agora em outubro ou são do PMDB ou são aliados nossos. É uma força política razoável, estamos bem estruturados. Precisamos construir um nome, independente do governador Requião...'', sugeriu Romanelli.
Ele afirma que está ''empenhado em dar um rumo'' ao partido e voltou a dizer que tenta organizar um congresso do PMDB entre março e abril do próximo ano.
O deputado Alexandre Curi (PMDB) reforça o discurso do líder do governo. Segundo ele, Pessuti já teria os apoios das duas bancadas da sigla - estadual e federal -, o que bastaria por hora para dar início à construção de uma candidatura para 2010.
''E um candidato não se faz da noite para o dia'', disse Curi, ao argumentar que é preciso agilizar o processo de escolha de um nome do partido para 2010.


