Peemedebistas querem disputar o Senado
Curitiba - Depois que o TRE derrubou a coligação PSDB/PMDB membros do partido do governador Roberto Requião (PMDB) querem lançar candidato ao Senado. A legenda decidiu em convenção estadual realizada no dia 30 de junho abrir mão da disputa porque o candidato tucano ao Senado, Alvaro Dias, já havia decidido pela reeleição. Ontem, surgiram dois nomes dispostos a concorrer pelo PMDB: o presidente do Instituto Brasil África em Curitiba, Saul Dorval da Silva, e o advogado Mozart de Quadros.
''No dia 28 de junho, antes mesmo da convenção, ficou decidido que não íamos lançar candidato ao Senado, mas com o fim da coligação estamos novamente chamando o diretório estadual porque é preciso ter um candidato e fazer oposição ao Alvaro Dias'', disse Dorval, enfatizando que acha ''muito difícil'' reverter a situação da coligação agora. Um documento solicitando que o partido decida sobre novas candidaturas já teria sido entregue por ele ao secretário geral do PMDB no Estado, Luiz Cláudio Romanelli.
Os novos pré-candidatos, porém, não foram vistos com bons olhos pelo deputado estadual Nereu Moura. ''Nós não estamos para brincadeira. Precisamos de nomes que tenham viabilidade nas urnas'', disse Moura, que já havia anunciado a hipótese do vice-governador Orlando Pessuti se lançar na disputa ao Senado.
O deputado estadual Hermas Brandão (PSDB), vice na chapa do governador antes da decisão do TRE, disse que não pretende se candidatar a deputado estadual ou federal ''mesmo que pudesse''. É que pela legislação eleitoral, o prazo para substituições de candidatos nas eleições proporcionais acabou no último dia 2 de agosto. ''Ou sou vice, ou nada'', disse Brandão ontem. ''Mas ainda estamos vendo'', desconversou.
De acordo com a assessoria do TRE, o PMDB pode solicitar um registro de candidatura fora do prazo levando em conta a situação enfrentada pelo partido após o fim da coligação. A decisão sobre a validade do pedido, porém, caberá a um juiz do órgão. (C.S.)





