Peemedebistas pedem intervenção no Paraná
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quinta-feira, 06 de junho de 2013
José Lazaro Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - A bancada federal do PMDB do Paraná resolveu "engrossar" com o diretório estadual, após o anúncio de intervenção em cerca de 70 municípios do Estado. Ontem, o senador Roberto Requião e quatro deputados federais (André Zacharow, Hermes "Frangão" Parcianello, Marcelo Almeida e João Arruda) protocolaram no comando nacional da sigla um pedido de intervenção no Paraná. No documento, eles pedem que nenhum diretório municipal seja dissolvido. A decisão da Executiva estadual tirou Requião do comando do PMDB de Curitiba.
"Só não entramos também com uma ação na Justiça porque a Executiva estadual ainda não assinou a ata da reunião. Já contratamos até advogado (Guilherme Gonçalves)", adverte João Arruda, sobrinho de Requião. Ele admite que a ação no Diretório nacional pode não resultar em algo prático, mas marca uma posição da bancada federal. "Somente o deputado Osmarzinho (Serraglio) não assinou. A posição dele e da Executiva estadual só reforça o racha dentro do
partido, enquanto o presidente Michel Temer trabalha para manter a unidade da sigla", reclama Arruda.
O político diz que a dissolução dos comandos municipais é uma prerrogativa do Diretório estadual (composto por quase 100 pessoas), e não da Executiva do PMDB (17 com os suplentes). "A Executiva até pode tomar essas decisões, desde que o Diretório tenha consentido com isso. Só que desde o início da nova gestão (2013), não houve nenhuma reunião do Diretório", afirma Arruda. O pedido de intervenção também diz não ter havido consulta aos dirigentes municipais, conforme está previsto no estatuto da legenda.
Ao conversar com a FOLHA, Arruda disse que a bancada federal tem se comportado conforme as determinações nacionais do partido e que agora "espera reciprocidade" do comando do PMDB. Ouvido pela reportagem, o atual presidente da sigla, Osmar Serraglio, disse que isso é uma "tentativa de segundo turno da convenção" (quando ele ganhou de Requião por 289 a 220). "Nós vencemos com o compromisso de dar uma oxigenada no partido, de dar uma sacudida", afirmou.
"A regra aplicada é deles, e foi usada de forma linear, sem privilegiar nenhuma corrente do partido. Em Londrina e Curitiba, por exemplo, elegemos só uma vereadora. É um desempenho muito fraco. Dessa lista de 70 municípios, 39 estão inativos, podíamos nomear uma comissão provisória sem nem ter que discutir isso", rebateu Serraglio. Sobre não ser prerrogativa da Executiva, o presidente estadual da sigla disse que Arruda estaria "inventando isso". "Os dirigentes foram convocados e vamos ouvir as pessoas, não vamos impor as provisórias", amenizou. Serraglio confirmou que a ata ainda não foi assinada. "Ela continua na próxima segunda-feira", disse.


