Brasília - O PMDB escolhe amanhã um nome único que será indicado para a presidência do Senado. Oficialmente, cinco senadores disputam o cargo: Garibaldi Alves (RN), Valter Pereira (MS) e Neuto de Conto (SC), Leomar Quintanilha (TO) e Pedro Simon (RS). Apesar das negativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), integrantes do PMDB reconhecem que o Planalto está articulando uma sexta candidatura: a do ex-presidente José Sarney (AP).
A reportagem acompanhou os candidatos e verificou diferenças de estilo na campanha pela presidência do Senado. Enquanto Garibaldi Alves (RN), Valter Pereira (MS) e Neuto de Conto (SC) partiram para o corpo-a-corpo com os parlamentares no plenário e no cafezinho do Senado, Leomar Quintanilha (TO) preferiu a discrição.
Desde que lançou seu nome na disputa, na última quarta-feira, Quintanilha evitou circular nos corredores do Senado. O peemedebista optou por fazer uma campanha silenciosa, com reuniões discretas com os colegas e conversas telefônicas. O senador manteve a viagem marcada para o Pará, na sexta-feira.
No sentido oposto de Quintanilha, Garibaldi incorporou a postura de candidato. Otimista com a vitória, o peemedebista disse estar convencido que será o escolhido pelo partido -já que lançou seu nome na disputa há mais de um mês. Ele providenciou cinco ternos novos para melhorar o guarda-roupa, além de novas gravatas. Também submeteu-se a um tratamento de clareamento dentário.
Conto admitiu que a conquista de votos até terça-feira - quando o PMDB indicará o candidato do partido - vai ser uma tarefa difícil. ''Acho que temos, na verdade, 20 líderes dentro do PMDB. Temos ex-presidentes, ex-governadores. Não é fácil você conseguir votos de tantos líderes'', afirmou à reportagem.
Pereira, por sua vez, também cancelou seu retorno ao Estado para intensificar a campanha nos próximos dias. O senador disse estar disposto a estender sua carga horária de trabalho para conversar com os colegas.
Um dos parlamentares mais experientes do Senado, Pedro Simon (PMDB-RS) confirmou sua disposição de concorrer na disputa pela sucessão apenas na última quinta-feira à tarde. Mandou o recado pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e evitou conversar sobre a candidatura com a mídia. A campanha de Simon é comandada por três senadores: Suplicy, Cristovam Buarque (PDT-DF) e José Nery (PSOL-PA). Os três já conseguiram o apoio de 28 parlamentares - grande parte da oposição - à candidatura de Simon. A intenção deles é pedir votos para o gaúcho por meio de conversas informais e em reuniões sem alarde.
O ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), por sua vez, também é apontado como candidato com o apoio do Palácio do Planalto. O peemedebista nega a candidatura enfaticamente, mas estaria sendo pressionado a aceitar a missão para evitar um racha dentro do PMDB.

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