Curitiba - O conflito entre os deputados estaduais Luiz Eduardo Cheida e Antonio Anibelli ganhou mais um capítulo ontem, quando os peemedebistas chegaram a ''bater boca'' durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa. Na segunda-feira última, Cheida foi chamado pelo correligionário de ''parlamentar faltoso''. ''Solicitei um relatório à Diretoria Geral com as informações do painel eletrônico (que registra a presença dos parlamentares no plenário) e tenho quase 90% de presença entre 1 de fevereiro e 4 de maio. Anibelli deve uma explicação ao Paraná e, a mim, um pedido de desculpas'', disse Cheida.
Na semana passada, Anibelli, que estava conduzindo a sessão na ausência do presidente da Casa, decidiu fechar as portas do plenário para fotógrafos e cinegrafistas, o que gerou protestos de um grupo de parlamentares, incluindo Cheida. ''No caso do Cheida, os fotógrafos não o atrapalham porque ele não vem ao plenário'', atacou Anibelli, na segunda-feira. Ontem, ao escutar o discurso de Cheida, Anibelli voltou a afirmar que o correligionário não era ''assíduo''. A partir daí, começou um ''bate boca'' que só foi interrompido com a interferência do presidente da AL, Nelson Justus (DEM).
Justus não explicou por que as portas permaneciam fechadas. Proposta por Anibelli, a medida só seria colocada em prática quando ele excepcionalmente estivesse à frente dos trabalhos no plenário. Justus disse que não há intenção em impedir o trabalho da imprensa. As portas permaneceram fechadas até o final da sessão. Desde anteontem, uma nova medida aparentemente tomada pela direção da Casa impede que os veículos de imprensa entrem no estacionamento da AL. Nenhuma explicação oficial foi dada aos jornalistas.

mockup