Os dois novos filiados do PMDB de Londrina, vereador Henrique Barros (ex-PDT) e o ex-vereador Antenor Ribeiro da Silva Júnior (ex-PP), entregaram ontem ao presidente do diretório do partido em Londrina, vereador Leonilso Jaqueta, suas defesas contra o pedido de impugnação assinados pelos peemedebistas Aparecido Gomes da Silva, Alberto José de Moura, Líria Yurika Oikawa e Nelson Sanches Navas. A reunião para decidir se Barros e Ribeiro Júnior são aceitos ou não pelo diretório está marcada para as 19 horas de segunda-feira.
A convocação da reunião foi feita pelo tesoureiro da executiva, Miguel Alves Pereira, e por outros integrantes da comissão. Na última terça-feira, o presidente da executiva já havia anunciado o encontro. ''Este é o procedimento correto. Eles se anteciparam, mas isto não significa que eu não cumpriria o estatuto'', deixou claro Jaqueta. Para ele, está havendo uma disputa interna pelo poder. ''Isto não interessa ao bem do partido'', afirmou.
Por outro lado, Pereira fez questão de dizer que ''as normas foram respeitadas'', ao contrário do que afirmou Jaqueta no início da semana. ''Não há nada na legislação eleitoral que diga que para filiar é preciso consultar o presidente do diretório'', sentenciou. Segundo ele, qualquer integrante da executiva pode abonar uma filiação, baseado nas orientações da direção estadual.
Em recente encontro, o secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, ex-prefeito de Londrina Luiz Eduardo Cheida, comentou que o partido precisa de candidatos fortes, e não negará a legenda aos filiados que desejam disputar uma vaga à Câmara, mas não poderá impedir a filiação de candidatos com forte potencial.
O vereador Henrique Barros (PMDB) disse que o argumento apresentado pelos impugnantes não é consistente. ''Saí do PFL por ser contrário à proposta de venda da Copel, defendida pelo ex-governador Jaime Lerner, depois encontrei resistências no PDT, onde cheguei a me sentir um estranho no ninho por não poder participar da Juventude do PDT'', explicou. Barros acredita que a expressiva votação de aproximadamente 45 mil votos na última eleição para candidato federal é a verdadeira razão para a rejeição de seu nome. Já Ribeiro alegou em sua defesa que ''os impugnantes não apresentaram comprovação da filiação partidária, legal e formal'' e que ''os argumentos apresentados não são válidos porque ele já foi um peemedebista reconhecido com diploma de mérito pela direção nacional do partido.

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