Peemedebista se previne contra resistências
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terça-feira, 20 de março de 2007
Fábio Zanini<BR>Folhapress 
Brasília - Ministro da Previdência nos governos Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, o deputado Reinhold Stephanes (PMDB-PR) começou a se vacinar contra as ressalvas que podem ameaçar sua indicação para o Ministério da Agricultura. A primeira, de que não seria ''do ramo''. A segunda, a de que é um inimigo histórico do PT.
''Nasci na roça'', diz o deputado, 67, natural de Porto União (SC). ''Além disso, minha primeira experiência no setor público foi na área agrícola.''
Stephanes distribuiu hoje um currículo em que figuram com destaque seu trabalho no Ministério da Agricultura na década de 1970 e o cargo de diretor do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), durante o regime militar. ''O decreto que criou o Incra fui eu quem redigi, assim como escolhi onde seria o primeiro prédio do instituto'', disse. ''Só depois é que fui para a área da Previdência.''
Stephanes iniciou a carreira política na Arena, partido que sustentava o regime militar, e foi um dos fundadores do PFL no Paraná. Além de dirigir o Incra, foi presidente do INPS (Instituto Nacional de Previdência Social) no governo Ernesto Geisel (1974-1979).
No INPS, destacou-se pela atuação midiática - rasgou processos parados e fez visitas-surpresa a postos de atendimento. O destaque o ajudou a se eleger em 79 para o primeiro de seis mandatos na Câmara.
No governo FHC, sua proposta de reforma da Previdência deu a ele muitos adversários no PT. Um dos mais duros era o atual presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).
''Tivemos embates acalorados, mas sempre dentro do limite do respeito'', disse Stephanes. Hoje, ele lista Chinaglia entre seus amigos, assim como o senador Aloizio Mercadante (PT-SP). ''O fato de eu ter servido a vários governos de diferentes partidos demonstra que sempre atuei sobretudo com critérios técnicos e profissionalismo'', afirma.


