Peemedebista se diz vítima de alopragem
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Folhapress 
Brasília - O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou ontem que recebeu a informação de que integrantes da cúpula da Polícia Federal teriam forjado, a mando do governo, uma suposta gravação de um diálogo com o objetivo de incriminá-lo e constranger sua candidatura. A gravação, classificada por ele de uma nova "alopragem", teria sido entregue a ele por um suposto policial federal que estaria indignado com a fraude. Cunha pediu ao Ministério da Justiça a abertura de inquérito para apurar o caso. O áudio divulgado pelo peemedebista, de cerca de três minutos, traz um diálogo de dois homens em que o nome do deputado é citado.
Cunha disse que a ideia do diálogo seria mostrar que um dos homens seria o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, investigado na Operação Lava Jato, que apura um esquema de corrupção na Petrobras. Inicialmente Careca citou em depoimento que teria entregue dinheiro em um condomínio que seria de Eduardo Cunha, seguindo ordens do doleiro Alberto Yousseff, um dos presos da operação Lava Jato. O deputado informou negou participação no esquema de corrupção da Petrobras.
A Polícia Federal já instaurou inquérito para investigar denúncia de Cunha.


