Brasília - No dia em que o deputado Fausto Pinato (PRB-SP) foi anunciado oficialmente o relator do seu processo de cassação no Conselho de Ética, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se disse indiferente a quem seria escolhido e afirmou que vai provar sua inocência. "Já disse que para mim é indiferente qualquer um dos escolhidos. A mim cabe me defender e provar a inocência do que está saindo na representação", afirmou na manhã de ontem. Cunha é acusado de quebra de decoro parlamentar por ter mentido na CPI da Petrobras, quando afirmou que não possui contas no exterior em seu nome. O deputado reconheceu a aliados que foi questionado, na ocasião, se era titular de contas, e isso ele diz não ser, porque elas foram registradas por empresas que abriu fora do país. Conforme já mostrou a "Folha de S. Paulo, esse será um dos argumentos de que se valerá o peemedebista em sua defesa no Conselho, onde será representado pelo advogado Marcelo Malta. Cunha reafirmou que é ele quem vai definir as estratégias daqui para frente.
Questionado sobre a intenção de seu fiel aliado, Paulinho da Força (SD-SP), de integrar o Conselho de Ética no lugar do deputado Wladimir Costa (SD-PA), Cunha se esquivou. "Tem muitos aliados meus que estão e muitos adversários meus que estão e não estão também [no Conselho]. Acho que essa coisa não pode ser tratada dessa maneira. Ninguém pode ser estigmatizado por seu meu aliado, nem condenado por ser meu adversário." (Folhapress)

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