Peemedebista pode pedir expulsão de Stephanes Jr.
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quarta-feira, 30 de maio de 2007
Catarina Scortecci<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Um dia após a Assembléia Legislativa ter aprovado a criação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar supostas irregularidades no gastos da Secretaria de Estado de Comunicação Social, por 20 votos a 19, o peemedebista Stephanes Junior, que votou junto com a oposição, sofreu duras críticas do líder do PMDB na Casa, Waldyr Pugliesi. ''Eu acho que ele deve ser questionado pela direção do partido. Porque ele poderia ter dito que não votaria com a bancada de apoio, mas ele nos pegou de surpresa'', afirmou. Segundo Pugliesi, Paulo Furiati, integrante da Executiva do PMDB no Estado, deve entrar na segunda-feira com uma representação contra Stephanes Junior. Furiati, que não foi encontrado ontem para comentar o assunto.
''Ele (Stephanes Junior) falou que não tem nada a ver com o partido. E que só integra o PMDB por causa do seu pai (ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, do PMDB). Ele é de extrema direita'', disse Pugliesi. Questionado sobre o fato de alguns parlamentares da situação estarem ausentes no momento da votação, provocando o voto decisivo de Stephanes Junior, Pugliesi disse apenas que ''se os outros estivessem presentes, eles com certeza votariam com a gente''.
O líder do Governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), disse que achou ''muito ruim'' a atitude de Stephanes Junior, mas que a expulsão seria ''exagerada''. ''Tem que ser um fato grave para gerar expulsão. Não é o caso. Mas nós vamos discutir o assunto sim, internamente, na reunião da bancada'', avisou ele. Ontem, Stephanes Junior voltou a afirmar que não é ''vaca de presépio'', e que o parlamentar precisa ter independência. Sobre as críticas do líder do PMDB, Pugliesi ironizou. ''É um absurdo. É mais fácil eu pedir a expulsão dele do que eu ser expulso''. Stephanes Junior criticou ainda o ''estilo do líder do Governo'' e explicou sobre o fato de não ter avisado sobre seu voto. ''Falta articulação. Eu estou há quatro meses aqui e nunca foi feita uma reunião da bancada para discutir as propostas que serão votadas.''


