Curitiba - Um dia depois da bancada do PPS pedir o afastamento do presidente da AL, Nelson Justus, surgiram outras manifestações de apoio à permanência do atual comando da Casa. Na tribuna, o deputado Caíto Quintana (PMDB) saiu em defesa de Justus, ''eleito por unanimidade'' por seus pares, lembrou o peemedebista. Caíto argumenta ainda que a Casa ''tem muitas coisas para explicar'', mas pediu trégua para que as respostas sejam buscadas. ''Defender o poder não é acobertar. De nada adianta essa guerra'', continuou ele.
Justus agradeceu o discurso do peemedebista e declarou que ''não é fácil mudar uma cultura de muitos anos nessa Casa''. Ele voltou a repetir que não irá retroceder no processo de transparência que teria começado com a sua gestão.
Uma das medidas já anunciadas pela direção da AL na tentativa de estancar a série de denúncias de irregularidades feitas pela imprensa é a exoneração de todos os comissionados da Casa a partir do dia 30. Serão recontratados apenas aqueles que atenderem a novas regras estabelecidas pela AL. Reportagem de ontem do jornal Gazeta do Povo em parceria com a RPCTV revela que três diários oficiais publicados em abril anteciparam a demissão de 237 servidores comissionados - 22 nomes estariam envolvidos em irregularidades que estão sendo investigadas pelo Ministério Público do Paraná. (C.S.)

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