Curitiba - O desgaste da base ficou evidente durante a votação das emendas na CCJ, ontem pela manhã. O peemedebista Mauro Moraes - que encabeçava duas emendas autorizando um índice de reajuste geral de 19% a professores e policiais - acabou expulso da CCJ pelos caciques do PMDB. ''Eu evitei adotar uma medida radical até o último momento. Tentei convencê-lo a desistir das emendas, explicando que a atitude dele era 'antibancada', uma ação isolada. Não podemos nos dividir porque nós vamos nos enfraquecer'', disse o líder do PMDB na Casa e também presidente da sigla no Paraná, Waldyr Pugliesi.
Mauro Moraes disse que se sente ''até aliviado'' com a sua saída da CCJ, mas não deixou de fazer críticas aos caciques da legenda. ''Não sirvo para marionete. Entendo a posição dos líderes, que precisam defender o governo a qualquer custo, mesmo quando o governo não tem razão'', alfinetou ele, ao insistir na tese de que o Executivo ''tem dinheiro sim'' para conceder um reajuste maior ao funcionalismo. Ele afirma ainda que não poderia ter sido expulso sem a realização de uma consulta à bancada, mas que não vai questionar sua substituição.
O líder do governo do Estado, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), respondeu que a escolha dos representantes do PMDB nas comissões permanentes da Casa é ''tarefa do líder do partido''. Romanelli disse ainda que, se Mauro Moraes tivesse participado da votação das emendas na CCJ, ''a base corria o risco de sair perdendo''. Pelos cálculos do líder do governo do Estado, o presidente da CCJ, Durval Amaral (DEM), integrante da bancada da oposição, poderia ter que desempatar a votação.
Das nove emendas analisadas na CCJ, oito foram derrubadas pela base. Mesmo com pareceres contrários da CCJ, as emendas seguiram, à tarde, para nova votação no plenário, não encerrada até o fechamento da edição. (C.S.)

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