Peemedebista alega voto solidário
Curitiba - O líder da bancada do PMDB, Waldyr Pugliesi, afirmou ontem em entrevista à imprensa que não sabe se vai aderir ao Previdepar, se o plano de benefícios for implantado, e que seu voto a favor da proposta teria sido dado ''em solidariedade'' à maioria. ''Sei lá, eu nem li. É aquela história da solidariedade. Assinei sem querer assinar, digamos assim. Se todos estão indo para um único caminho, votar contra é no mínimo constrangedor'', afirmou ele.
Ainda que sua adesão ao plano de benefícios não esteja certa, Pugliesi saiu em defesa de ''algum benefício'' previdenciário aos parlamentares. ''Precisa ser implantado alguma coisa em benefício de muitos que às vezes saem da profissão para se dedicar totalmente à vida pública e, depois, no fim da vida, não têm nada'', argumentou.
Para obter o benefício do Previdepar é preciso ter no mínimo 60 anos de idade e 35 anos de contribuição ao INSS no caso dos homens (30 anos no caso das mulheres), além de 20 anos de contribuição ao Previdepar (o equivalente ao período de cinco mandatos eletivos). Os parlamentares que aderirem ao Previdepar contribuem mensalmente com 15,55% do seu salário. A mesma quantia é depositada pela parte patronal (AL).
No caso dos deputados estaduais da 15 legislatura (que terminou em 2006, quando foi aprovada a primeira versão do Previdepar), a AL vai arcar com os valores das contribuições relativas ao passado, quando eles cumpriam mandato eletivo na Casa mas ainda não existia o Previdepar. O valor da aposentadoria, levando em conta o subsídio mensal hoje de um deputado estadual (R$ 12.384,00), pode ficar em torno de R$ 10 mil. (C.S.)





