Peemedebista acusa governo de revanchismo
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Gustavo Uribe e Ranier Bragon<br> Folhapress 
Brasília - Na primeira entrevista após a busca e apreensão em seus endereços residenciais e de trabalho, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que não há hipótese de renunciar, acusou o governo de promover a ação por "revanchismo" e na tentativa de jogar nas costas do PMDB a "roubalheira do PT". Cunha cobrou uma decisão imediata de seu partido no sentido de romper com o Palácio do Planalto. "O que me estranha é essa concentração no PMDB no dia da votação no Conselho de Ética e na véspera da decisão [do Supremo Tribunal Federal] sobre o impeachment. Todos sabemos que o assalto da Petrobras foi patrocinado pelo PT." O presidente da Câmara também disse considerar "nula" a decisão do Conselho de Ética de dar continuidade ao seu processo de cassação. Ele disse que irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal sob a alegação de cerceamento do direito de defesa. Segundo ele, os deputados do colegiado "fizeram o jogo da plateia" para encobrir o processo de impeachment contra Dilma Rousseff. Denunciado pela Procuradoria-Geral da República sob a acusação de envolvimento no petrolão,
Cunha afirmou, excluída a suposta perseguição política a ele e ao PMDB, ter considerado normal a ação policial, dentro do curso de uma investigação, incluindo a apreensão de seu telefone celular.


