Pedro Carmona nega ter conspirado contra Chávez
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quinta-feira, 02 de maio de 2002
Agência EFE 
Caracas - O empresário Pedro Carmona, que presidiu no mês passado um breve governo transitório depois da derrubada temporária do presidente Hugo Chávez, negou ontem que tenha conspirado contra o regime para tomar a chefia do Estado venezuelano. Carmona, de 61 anos, respondeu a algumas das perguntas de uma comissão especial da Assembléia Nacional (AN), que desde sábado passado investiga as razões políticas do golpe que no dia 11 de abril tirou Chávez do poder por 48 horas.
O ex-presidente da entidade patronal Fedecámaras, que se encontra sob prisão domiciliar desde 15 de abril, chegou à sede do Legislativo, centro de Caracas, sob estrita vigilância da polícia política DISIP e pela Guarda Nacional (polícia militarizada).
Chávez acusaO presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou que o alto comandante da Força Armada Nacional (FAN) o traiu no dia 11 de abril, quando um golpe cívico-militar o tirou por 48 horas do governo, segundo revelou um vídeo divulgado ontem pela imprensa local. O alto comandante me traiu, covarde!, declarou Chávez a um militar que o custodiava em Turiamo, como mostra um vídeo de cerca de 18 minutos transmitido pela rede local de notícias Globovisión.
Turiamo foi um dos lugares em que Chávez esteve detido entre 11 e 13 de abril passado e dali foi levado à ilha da Orchila, de onde foi resgatado por oficiais leais no dia 13.
Em tom às vezes tranquilo, às vezes acusador, Chávez explicou a seus guardas alguns pormenores do dia 11 de abril, e ratificou que não renunciei à chefia do Estado, no momento em que foi advertido de que era filmado.


