Pedidos de investigação marcaram ano na Câmara de Londrina
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Paula Barbosa Ocanha <br> Reportagem Local 
A Câmara de Vereadores de Londrina encerrou o período de sessões legislativas deste ano de forma agitada e com uma polêmica - a do aumento dos salários dos parlamentares para 2013 - o que combinou com o resto do ano na Casa, marcado por pedidos de investigações contra o Executivo, votação de relatórios finais de comissões especiais de Inquérito (CEIs) e problemas na Saúde, que inclusive trancaram a pauta de discussão por duas semanas. Na avaliação do presidente da Mesa Executiva, vereador Gerson Araújo (PSDB), foi um ano ''de muito trabalho e muitas discussões importantes''.
''Fizemos muitas audiências públicas para discutir projetos importantes com a população, principalmente os projetos do Plano Diretor. A comunidade participou ativamente das sessões, o que achamos positivo. Cumprimos nosso papel de fiscalizar o Executivo e aprovamos matérias de Recuperação Fiscal, leis antitabagistas, horário do comércio e o Dia Azul'', disse Araújo.
Em relação aos três pedidos de comissões processantes (CPs) contra o prefeito Barbosa Neto (PDT) que foram arquivados na Casa - da Guarda Municipal, do Réveillon e da Saúde -, o vereador alega não temer que a Câmara caia em descrédito com a população. ''Mesmo não abrindo essas CPs, os relatórios das investigações foram enviados a diversos órgãos, como Ministério Público, Tribunal de Contas. Então pode haver um desdobramento da investigação, mesmo que não seja política. Nós dependemos de um quórum para abrir essas investigações, e não conseguimos esse ano.''
Para o próximo ano, os vereadores devem discutir os últimos quatro projetos complementares do Plano Diretor que não foram analisados em 2011, entre eles o mais polêmico, do zoneamento. Também ficaram para 2012 as discussões sobre os salários do prefeito, do vice e de secretários municipais e sobre a recomendação do Ministério Público para que o número de comissionados e efetivos na Câmara seja equilibrado. Hoje são 101 comissionados para 53 efetivos. ''Essa discussão uma hora vai ter que acontecer'', finalizou.


