Curitiba - Um ofício encaminhado no dia 1º de outubro ao ministro das Comunicações, Miro Teixeira, pede o embargo da concessão de um canal de tevê à Fundação de Radiodifusão Ermindo Francisco Roveda, da família do deputado federal Airton Roveda (PMDB). Ele assumiu o mandato no lugar de José Carlos Martinez (PTB), morto em acidente de avião na Serra do Mar no início deste mês.
O ofício assinado por um deputado estadual da bancada do PT que preferiu não se identificar afirma que a fundação, no município de União da Vitória, não existe legalmente. Por falta de estrutura e condições econômicas para funcionamento, a fundação foi anulada judicialmente. Segundo o autor do ofício, a fundação não teria viabilidade econômica, pois o capital inicial seria de R$ 1,9 mil, além de ter em comodato a casa do deputado Airton Roveda, que seria impenhorável.
O documento encaminhado ao ministro Miro Teixeira diz ainda que o Ministério Público em União da Vitória manifestou-se contrário à criação da fundação, por causa da falta de estrutura.
O canal 13 E, pleiteado pela fundação, funcionaria como um canal educativo, mas ainda não está no ar. A concessão para que se inicie a programação depende de aval do Congresso Nacional, o que não aconteceu por enquanto.
Na sexta-feira, a Folha tentou falar com o deputado Airton Roveda, mas ele não foi localizado em seu celular, nem em seu gabinete em Brasília. A reportagem deixou recado no gabinete, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.
O Ministério das Comunicações também foi procurado, para informar se o ministro já recebeu o ofício e qual será o tratamento dado a ele, mas a assessoria de imprensa do ministério não deu resposta à solicitação.

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