Pedido é baseado em indícios frágeis
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quinta-feira, 10 de março de 2016
Gustavo Uribe<br>Folhapress 
Brasília - O Palácio do Planalto recebeu com preocupação o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e considerou que ele foi expedido como reação à possibilidade do antecessor da presidente Dilma Rousseff assumir um cargo na Esplanada dos Ministérios, o que daria foro privilegiado ao petista. A avaliação é de que o pedido feito pelo Ministério Público de São Paulo é "exagerado" e se baseia em elementos e provas "inconsistentes" e "frágeis". A aposta é de que dificilmente ele será concedido pela Justiça em São Paulo. Como no dia da expedição do mandado de condução coercitiva contra o petista, a ordem do governo federal é sair em defesa do petista. Nesse sentido, a presidente Dilma Rousseff iria se reunir ainda ontem com seu núcleo político e estudava fazer um pronunciamento à imprensa.
Por meio de nota, divulgada ontem, o Instituto Lula afirmou que "o promotor paulista que antecipou sua decisão de denunciar Luiz Inácio Lula da Silva antes mesmo de ouvir o ex-presidente dá mais uma prova de sua parcialidade ao pedir a prisão preventiva de Lula". "Cassio Conserino, que não é o promotor natural deste caso, possui documentos que provam que o ex-presidente Lula não é proprietário nem de tríplex no Guarujá nem de sítio em Atibaia, e tampouco cometeu qualquer ilegalidade", completa a nota. "Mesmo assim, solicita medida cautelar contra o ex-presidente em mais uma triste tentativa de usar seu cargo para fins políticos", finaliza o documento. Lula é acusado de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, crimes que podem render de 3 a 10 anos de prisão e de 1 a 3 anos, respectivamente. Sua mulher, Marisa Letícia, e um dos filhos do casal, Fábio Luís Lula da Silva, também são acusados de lavagem de dinheiro.


