Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiaram para o próximo dia 9 a decisão sobre a consulta administrativa 1.657, que tramita como processo administrativo, referente ao futuro político de cidades com eleições sub judice - como Londrina.
O julgamento foi aberto com o voto do ministro Marcelo Ribeiro, que estava com vista do processo. Ele disse que redigiu sua decisão mas poderia alterar o entendimento durante o debate.
A consulta administrativa já tem os votos do presidente, Carlos Ayres Britto e Arnaldo Versiani, favoráveis à realização de novo segundo turno, no caso de Londrina, sem a necessidade de se aguardar o julgamento dos recursos de defesa pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Isso significa que se os recursos de defesa de Antonio Belinati (PP) forem negados pela Justiça Eleitoral, já poderia ser definida a forma de escolha do novo prefeito. A ministra relatora Eliana Calmon não opiniou sobre a realização de novo segundo turno.
Ribeiro insinuou que é favorável à tomada de uma decisão assim que os recursos no TSE se esgotarem. Segundo a assessoria de imprensa, ele descartou a posse do segundo colocado. Restaria, de sua parte, portanto, uma decisão sobre a realização de novo segundo turno ou retorno à votação desde o início - caso Belinati não recupere o registro de candidatura.
Em meio a uma discussão confusa, em que o presidente tentou, sem sucesso, organizar a votação, o ministro Eros Grau se disse inseguro para prosseguir no julgamento e pediu vista do processo. Ayres Britto agendou o retorno da consulta à pauta para terça-feira.
Os recursos de defesa de Belinati mais uma vez não foram para o plenário ontem. O TSE marcou para esta quarta-feira uma sessão extraordinária.

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