O pedido de prisão preventiva do prefeito afastado de Londrina Antonio Belinati (PFL) e mais oito pessoas só será analisado na volta das férias forenses, a partir da próxima semana. O recesso do Judiciário termina no dia 31. Ontem, o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ), desembargador Sydney Zappa, entendeu que não se aplicava o regime de urgência e encaminhou o pedido para análise do desembargador Carlos Hoffmann, da 2ª Câmara Criminal do TJ.
Segundo a assessoria de imprensa do TJ, Zappa decidiu pela distribuição do processo porque considerou que não há possibilidade de fuga dos denunciados e nem que eles possam atrapalhar o andamento do proceso de investigação desenvolvido pelo Ministério Público em Londrina. ‘‘O presidente do TJ não viu nenhum fundamento ou pressuposto indispensável para o pedido de prisão’’, comemorou o advogado Frederico Viegas de Lima, que defende Belinati.
Apesar de considerar a distribuição do processo favorável ao prefeito afastado, o advogado ainda não sabe se vai continuar a defendê-lo na primeira ação penal contra os envolvidos no desvio de dinheiro das licitações da Comurb.
O pedido de prisão preventiva contra o prefeito afastado de Londrina faz parte de uma ação envolvendo outras 17 pessoas. Todas foram denunciadas pelo promotor Wanderlei Carvalho da Silva – da área criminal da Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público – pelos crimes de formação de quadrilha, fraude em licitação e desvio de verbas públicas (peculato).

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