Pedido de prisão de Belinati deve ser encaminhado hoje no TJ
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quinta-feira, 21 de março de 2002
Cristiane Oya Reportagem Local 
A ação criminal ajuizada pela Procuradoria Geral de Justiça do Paraná, com pedidos de prisão preventiva contra o ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati (sem partido) e outros seis acusados, deve ser encaminhada hoje ao desembargador da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ), Otto Sponholz.
A denúncia de desvio de R$ 141,6 mil dos cofres da extinta Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), idêntica à ajuizada quarta-feira pelo Ministério Público (MP) de Londrina, foi protocolada em 18 de fevereiro no TJ e distribuída para a 2ª Câmara Criminal. O desembargador Telmo Cherem solicitou ao vice-presidente do TJ, Altair Patitucci, que a ação fosse designada a Sponholz por prevenção. No ano passado, Sponholz concedeu duas liminares aos habeas corpus encaminhados pelo ex-prefeito.
Os procuradores Munir Gazal, Wanderley Carvalho da Silva e Margareth Pansolin Ferreira justificam o pedido de prisão alegando que os acusados representariam perigo e que já teriam intimidado testemunhas. Também tiveram solicitadas as prisões preventivas o tesoureiro das campanhas da família Belinati, Cassimiro Zavierucha (Carlos Júnior), o ex-secretário de Governo Gino Azzolini Neto, o ex-procurador jurídico da Prefeitura de Londrina, Eduardo Duarte Ferreira, e os empresários Arion Cruz Santos, Cícero Bley Júnior e Carlos Avais da Rocha.
Ainda são citados na ação, mas sem o pedido de prisão, os ex-presidentes da AMA, Mauro Maggi e Nelson Kohatsu, o ex-servidor Edson Alves da Cruz, o prefeito de Nova Santa Bárbara, Júlio Bittencourt, o empresário Cláudio Mena Barreto, o ex-secretário da Fazenda Luis César Guedes, José Carlos Bahia e Alexandre Sanches de Oliveira.
O advogado de Belinati, Antonio Carlos de Andrade Vianna, está confiante de que o desembargador não irá decretar a prisão. Não há a mínima possibilidade de ser decretada (a prisão) pelo entendimento do TJ de que não há necessidade da prisão.
Essa é a nona ação criminal envolvendo o ex-prefeito no escândalo que ficou conhecido como caso AMA/Comurb. O MP já comprovou o desvio de cerca de R$ 20 milhões dos cofres públicos na gestão de Belinati.


