Curitiba - O pedido de exumação do corpo de Osvaldo Magalhães fez com que o deputado estadual Nelson Justus (PFL), indignado, abandonasse a CPI do Banestado. O pefelista também ex-secretário do governo Lerner , subiu à tribuna para anunciar seu afastamento, revoltado com a decisão da comissão. Essa foi a segunda baixa na CPI. Elza Correia (PMDB) deixou a comissão recentemente por causa de divergências com o presidente, Neivo Beraldin (PDT).
Justus, que não participou da sessão da CPI ontem pela manhã, disse que não se pode transformar a Assembléia em circo e que vai pedir ''exame de sanidade mental'' dos membros da comissão. ''Eu já estou de cabelo branco para ficar brincando de polícia e ladrão na Assembléia. Eles estão vendo muito cinema. Não se faz uma coisa dessas com uma família'', disparou.
Beraldin devolveu a provocação. Disse que Justus deveria ter participado da sessão, e manifestado sua opinião. Explicou que o pedido só foi colocado em votação porque os depoentes levantaram o assunto (mesma explicação apresentada pelo relator, Mário Sérgio Bradock, do PMDB). O suplente de Justus na comissão, Élio Rusch (PFL), já avisou que tem a mesma opinião de Justus e que não vai assumir o posto.
O deputado Aílton Araújo (PSDB) não gostou nada de Justus chamar a CPI de circo. ''Eu não faço parte de nenhum circo.'' Araújo foi contrário à exumação, mas disse que respeita a decisão dos demais colegas. O pedido de exumação, que ainda precisa ser aprovado pela Justiça, preocupou o presidente da Casa, Hermas Brandão (PSDB). Brandão disse que conversou com Beraldin e pediu que a CPI revisse sua posição. ''Eu e o líder do governo (Angelo Vanhoni) vamos conversar com cada um dos (11) membros da CPI e pedir para que eles revejam'', completou, classificando a decisão da CPI como ''absurda''.
Beraldin não se mostrou intimidado. ''Se eu fosse assustado, não seria presidente dessa CPI'', afirmou. Beraldin disse quem na sessão de hoje, precisa ser votada a ata da sessão de ontem, que aprovou o pedido de exumação. Ele disse não saber antecipar qual será a posição dos membros ao analisar a ata.
No auge da discussão no plenário sobre a exumação, por volta das 16h30, o deputado Jocelito Canto (PTB) declarou, no microfone, que foi ao Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa reconhecer o corpo de Osvaldo Magalhães. Canto era prefeito de Ponta Grossa na época, e como o acidente aconteceu em Palmeira, o corpo foi encaminhado ao IML de Ponta Grossa. Canto lembrou que o rosto estava desfigurado, mas que o corpo ''parecia ser'' do ex-secretário.

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