Pedida suspeição de três vereadores na CP de Gouvêa
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A sessão de votação do relatório final da Comissão Processante (CP) instaurada pelo Legislativo de Londrina que investigou denúncia contra o vereador Rodrigo Gouvêa (sem partido) por quebra de decoro parlamentar - teria contratado uma assessora fantasma - se transformou em uma partida de xadrez. Ontem, foi protocolada na Justiça uma ação pedindo que os vereadores Tito Valle (PMDB), Sandra Graça (PP) e Paulo Arildo (PSDB) sejam impedidos de votar por serem alvos de investigações. Já a defesa de Gouvêa prometeu entrar com pedido de suspeição contra Roberto Fu (PDT). Como autor da representação, o corregedor Rony Alves (PTB) será substituído por um suplente.
A medida cautelar inominada (ação judicial emergencial) com pedido de liminar proposta pelo advogado José Henrique Ferreira Gomes foi distribuída para o juiz da 6 Vara Cível, Abelar Batista Pereira Filho. O autor da ação pondera que Tito, Sandra e Arildo não poderiam participar porque ''em tese, teriam interesse direto no resultado da votação'', já que os três são investigados.
''A medida teve por objetivo resguardar e demonstrar a importância da imparcialidade nos atos administrativos dos vereadores'', arguiu o advogado.
Sandra e Arildo são réus em ações por suposta contratação de assessora fantasma, denúncia muito semelhante à que foi investigada pela CP contra Gouvêa. Sandra presidiu a CP e assinou o parecer final relatado por Valle, que julgou improcedente a representação feita pela Corregedoria da Câmara. Valle foi incluído na ação por ser investigado pelo Ministério Público por suposta divisão de salário com um assessor.
Já o advogado Guilherme Gonçalves, defensor de Gouvêa, deverá propor medida administrativa à Mesa Executiva da Câmara pedindo a exclusão de Roberto Fu (PTB) da sessão de votação. O advogado irá alegar que a denúncia teria sido produzida no gabinete de Fu e que, portanto, ele estaria na mesma situação de Rony Alves, que foi excluído da votação por ser o autor da representação contra Gouvêa. Em seu lugar deverá votar o suplente Ademir Zacarias da Silva (PSC). Gonçalves poderá pedir ainda a suspeição de Ivo de Bassi (PTN) por ele ser testemunha em outro processo contra Gouvêa que apura suposto pedido de propina para votar o projeto ''Minha Casa, Minha Vida''.
Para permanecer no cargo, Gouvêa precisará de um resultado favorável na sessão de votação: o parecer terá que ser aprovado pela maioria absoluta (10 dos 18 votos possíveis). Caso o relatório seja rejeitado por, no mínimo, o mesmo placar, ele perderá o mandato.


