Agência Estado

Arquivo FolhaMiro Teixeira: convencidoO ex-governador do Rio, Leonel Brizola (PDT), está sofrendo pressões dos líderes do seu partido para que desista do acordo com o PT - de ser vice da chapa encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva - e se lance candidato à Presidência ou ao Senado. Na avaliação dos pedetistas, entre os quais o candidato ao governo de São Paulo, Francisco Rossi, Brizola ainda tem vitalidade e no cenário político não pode atuar como mero coadjuvante porque enfraqueceria os candidatos do partido.
O líder do PDT na Câmara, deputado Miro Teixeira (RJ), disse ontem que as pressões ganharam força principalmente em quatro Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Maranhão. ‘‘O Brizola no Senado pode contribuir muito mais no projeto de união das forças populares’’, avaliou Teixeira, embora ele ache que Brizola está convencido a ser vice de Lula por considerar importante para o projeto de união das forças populares.
De acordo com Teixeira, quem mais tem reclamado da condição de Brizola ser vice é Francisco Rossi. O candidato ao governo paulista acha que da forma como está os candidatos do PDT ficarão enfraquecidos e a deputada Martha Suplicy (PT/SP), que também pode disputar o governo do Estado, fortalecida.

Arquivo FolhaLeonel Brizola: pressionadoLula puxaria votos para ela. Esta é a análise de Rossi, segundo Teixeira. A grita no Rio partiu do ex-vice-governador do Estado, Nilo Batista. Ele defende a candidatura própria de Brizola porque acredita que o ex-governador pode puxar votos para os candidatos do partido aos cargos ao Legislativo e majoritários nos Estados.
‘‘As candidaturas do PDT podem ser prejudicadas pelo fato de Brizola ser vice’’, admitiu Miro Teixeira, que diz ter tido uma conversa de mais de cinco horas com Brizola, do qual foi cobrar uma posição, principalmente pela surpresa que teve ao vê-lo no congresso do PT, defendendo o lançamento da candidatura de Lula. ‘‘Bolas, ele não é do PT e por que foi lá defender a candidatura do Lula?’’, questionou Teixeira. ‘‘Eu queria entender o gesto do Brizola.’’ Teixeira disse ter ficado satisfeito com as explicações do ex-governador, segundo as quais fez isso pela união das forças populares.
Esta, entretanto, não é a visão da maioria dos caciques pedetistas do Rio Grande do Sul. O ex-governador do Estado, Alceu Collares, chegou até a discutir asperamente com Brizola ao tentar convencê-lo a ser candidato à Presidência ou ao Senado. No Maranhão, o deputado Neiva Moreira tem sofrido desgastes para explicar aos integrantes do diretório estadual a necessidade da aliança PDT/PT.

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