Pedágio sobe 4,88% a partir de segunda-feira no Paraná
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sábado, 29 de novembro de 2014
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - As tarifas cobradas pelas seis concessionárias de pedágio do Anel de Integração do Paraná ficarão, em média, 4,88% mais caras a partir de segunda-feira. O reajuste foi homologado ontem pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura (Agepar) do Estado e pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), órgão ligado ao governo estadual. O acréscimo ficou abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses, de 6,5%, e do concedido no ano passado, de 5,72%.
As cinco praças da BR-277 administradas pela Ecocataratas, no Oeste, e a da Ecovia, no Litoral, porém, que receberam adiantamentos e inclusões de obras, terão aumentos ainda maiores, de 9,28% e 9,09%, respectivamente. Com isso, um usuário que hoje paga R$ 15,40 para fazer o trajeto de Curitiba às praias de carro, por exemplo, passará a desembolsar R$ 16,80, tarifa mais alta do Estado. Segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), responsável por fazer os cálculos, o degrau tarifário, de 4,09% na Ecocataratas e 3,88% na Ecovia, será aplicado para "reequilibrar os contratos". Entre as intervenções realizadas pelas empresas estão duplicações, implantação de passagens subterrâneas, reconstrução de pontes, viadutos e passarelas.
Nas estradas da região Norte, o pedágio mais alto continua sendo o de Jataizinho, na BR-369, da Econorte. Para o motorista de um automóvel comum, o índice subirá dos atuais R$ 14,20 para R$ 14,90. Desde novembro de 1997, quando as rodovias paranaenses foram concedidas à iniciativa privada, são aplicados ajustes anuais, sempre no dia 1° de dezembro. A lei obriga que as partes anunciem os novos valores até 48 horas antes de eles entrarem em vigor, prazo que se esgotou justamente ontem.
De acordo com o diretor regional da ABCR, João Chiminazzo Neto, o acréscimo representa apenas uma atualização da tarifa. Ele argumentou que a fórmula para a realização dos cálculos está prevista nos contratos e que não é, portanto, uma decisão das empresas. "Nós temos obrigações anuais a cumprir e, não cumprindo, o poder concedente tem o direito de nos tirar a concessão", afirmou. Ele explicou que os novos índices ficaram abaixo da inflação porque são baseados em indicadores específicos dos setores de construção, terraplanagem e construção de estradas. O diretor-geral do DER, Nelson Leal Junior, acrescentou, em nota, que 2014 foi o ano em que as concessionárias "mais investiram em obras na malha rodoviária", R$ 611 milhões, entre duplicações e conservação.



