Curitiba - O governo do Estado informou que as concessionárias de pedágio querem um reajuste geral de 4,13% nas tarifas praticadas nas 27 praças do Paraná. O índice sofre variações levando em conta cada praça de pedágio. Na Econorte, que administra cerca de 340 quilômetros de estradas entre o Norte e o Norte Pioneiro do Paraná, o reajuste pode ficar maior, 11,49%, em função do degrau tarifário previsto no contrato.
Ontem, já se anunciava um novo capítulo na ''briga'' travada entre o governo do Estado e as concessionárias. O secretário de Estado dos Transportes, Rogério Tizzot, confirmou que o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) não vai homologar os pedidos de reajustes. Já a assessoria de imprensa da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) argumentou que, pelo contrato, o DER não teria competência para autorizar ou não os reajustes, mas somente apontar eventuais erros nos cálculos que deram base aos índices de reajustes. Se erros não forem apontados, o reajuste será automático, segundo a ABCR.
O aumento da tarifa, na previsão da ABCR, começaria a valer já no dia 1º de dezembro. Mas, no ano passado, quando o DER também optou por não homologar os reajustes, a ABCR esperou obter liminares na Justiça antes de aplicar as novas tarifas.
Na Econorte, a modificação contratual feita em 2002 inseriu um degrau tarifário de 8,40% para ocorrer em 2007. A tarifa cobrada na praça de Jacarezinho, por exemplo, pode sofrer reflexo do índice anual de 4,13% e de mais 8,40% referente ao degrau tarifário. Assim, a tarifa para carros pode saltar de R$ 8,70 para R$ 9,70. A ABCR, entretanto, não confirmou os valores (em reais), que só serão oficialmente divulgados na próxima sexta-feira.
A concessionária Ecovia, que administra as rodovias que vão às praias paranaenses, quer um aumento de 4,59% nos preços cobrados para carros. A tarifa, que hoje é de R$ 10,90, pode ir para R$ 11,40.
Ontem, a Assembléia Legislativa foi palco de um ato público contra o aumento do pedágio. Doático Santos, secretário especial do governo Requião (PMDB) e coordenador da Frente Ampla pelos Avanços Sociais, disse que o aumento ''é abusivo'' e anuncia que a partir de agora serão colhidas pelo menos 150 mil assinaturas de eleitores do Paraná para propor um plebiscito sobre a possibilidade de intervenção do Estado nas concessões.
Doático é um dos organizadores de um protesto que pretende paralisar no dia 5 de dezembro o funcionamento das 27 praças de pedágio por cinco minutos. ''Historicamente, 5 de dezembro é a data que a Justiça autoriza o aumento das tarifas'', comentou ele.

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