Pedágio e eleição emperram definição para Transportes
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 17 de novembro de 2000
Leandro Donatti e Rubens Burigo Neto De Curitiba 
A definição do novo secretário dos Transportes do Paraná passa pelas negociações em torno do reajuste do pedágio das estradas e pela eleição da mesa executiva da Assembléia. O nome mais cotado para a pasta é o do presidente da AL, Nelson Justus (PTB). Porém, para a sua nomeação se concretizar o governo terá de resolver pendências.
A primeira delas é o reajuste do pedágio. Justus estaria aguardando um desfecho das negociações, para não assumir a pasta já com desgaste político. A outra pendência diz respeito à disputa pela presidência do Poder Legislativo. Justus aguarda a definição do pedágio para anunciar a antecipação da eleição, de fevereiro do ano que vem para meados de dezembro deste ano. O líder do governo na Assembléia, Valdir Rossoni (PTB) e o primeiro-secretário Hermas Brandão (PTB) são os candidatos.
Justus disse ontem que seria bom evitar um bate-chapa para a eleição mas, em seguida, admitiu que seria formidável a composição de uma chapa única. Pelo Regimento Interno da Assembléia, Justus não pode concorrer à reeleição.
Justus disse que acha deselegante indicar nomes para o secretariado, e responder se aceita assumir a pasta. Ele preferiu manifestar um voto de confiança às mudanças no primeiro escalão. Fui uma das pessoas que sugeriram a reforma e a participação de políticos no novo secretariado. Sente-se o desejo de mudança de postura na nova equipe e isto já foi dito pelo governador. É isso que se espera porque foi isso que faltou até o momento, destacou.
Justus afirmou que está tentando identificar o real motivo da insatisfação dos deputados em relação à mudança. Para ele, a grande mágoa dos deputados pode ser a falta de diálogo e o pouco estreitamento das relações entre os parlamentares e quase a todos os secretários da segunda gestão de Lerner.
Quando o tratamento começa por ofício, aí a coisa está ruim. Os políticos querem é levar o prefeito para sentar e conversar ao lado do governador, comentou. Para Justus, se o novo secretariado adotar a postura política que os deputados cobram sistematicamente, o descontentamento vai terminar. O Greca e o Alceni têm condições de fazer este papel. E, às vezes, os técnicos podem fazer política. Esse é o reclame dos deputados. Eles querem ver os secretários fazendo também o papel político.


