Pedágio de manutenção é bem recebido
Curitiba - Transportadores de cargas e agricultores do Paraná aprovam a implantação do pedágio de manutenção nas rodovias estaduais com maior fluxo de veículos, desde que os valores sejam compatíveis com os benefícios ofertados pelo governo do Estado. De acordo com o diretor-executivo da Federação dos Transportadores de Cargas do Paraná (Fetranspar), Sérgio Malucelli, é necessário estudar a proposta do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) para não pagar uma conta ainda maior do que a que é paga nas rodovias federais pedagiadas durante o governo Jaime Lerner (PSB).
''Acho que estamos acostumados a pagar o pedágio e termos rodovias com um serviço excelente de manutenção e recuperação. Um caminhão que tomba na BR-277 é imediatamente guinchado pela concessionária sem qualquer custo. Se tivéssemos que fazer o serviço pagaríamos pelo menos R$ 1,5 mil. Tudo isso tem que entrar na composição da tarifa. Se o governo não tiver o serviço de atendimento ao usuário não poderá cobrar por isso'', considerou Malucelli. O empresário acredita que o pedágio é positivo e proporciona qualidade de tráfego nas rodovias.
''Acho que o governo está percebendo que o pedágio não é o demônio das rodovias. Tanto que está querendo implantar um. Agora temos que acabar com a guerra jurídica e política com as concessionárias e negociar também redução de tarifa. É possível. Basta querer sair da mídia'', ponderou. A Fetranspar representa atualmente nove sindicatos e 5 mil transportadores de todo o Paraná. Ela é responsável por 66% dos produtos transportados no Paraná.
Além da tarifa de manutenção em algumas rodovias com maior fluxo de veículos, o governo do Estado promete manter em perfeitas condições os outros 9 mil quilômetros de estradas pavimentadas e 2 mil quilômetros de estradas não pavimentadas com recursos da Contribuição de Intervenção sobre Domínio Econômico (Cide), conhecida como imposto sobre combustíveis. No Paraná, R$ 115 milhões serão aplicados neste ano. ''Com isso teremos certeza que as estradas ficaram zeradas. Teremos recursos para manutenção'', garantiu ontem Rogério Tizzot, diretor-geral do DER.
O coordenador da Comissão Técnica Fundiária da Federação de Agricultura do Estado do Paraná, Tarcísio Barbosa de Souza, disse ontem que a situação das estradas rurais é lamentável. Ele aprova a idéia do governo do Estado, desde que seja possível transitar e fazer o escoamento da safra e transporte de animais para abate. ''Tem que haver mesmo a intervenção e o auxílio do Estado. Caso contrário, os agricultores continuarão perdendo receita'', pontuou. Somente em Paranavaí, são 830 quilômetros de estradas rurais. De acordo com Costa, a maior parte está intransitável. Estariam sendo prejudicados neste momento o escoamento da safra de mandioca, além da distribuição de leite e do boi para abate. (L.P.)





