PEC dos inativos não avança
Agência Folha
De Brasília
O governo não conseguiu avançar na tramitação da emenda que institui a contribuição previdenciária dos servidores públicos inativos. Ontem, na sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), apenas o parecer da emenda que estabelece o subteto para os salários dos servidores dos Estados e dos municípios foi apresentado.
O relator da emenda que taxa os inativos, Inaldo Leitão (PSDB-PB), pediu mais tempo para reunir argumentos a favor da constitucionalidade do projeto. Ele afirmou que está convicto de que a emenda não fere os direitos adquiridos, mas terá cuidado em seu parecer para evitar uma eventual derrota da contribuição no Supremo Tribunal Federal no futuro.
A intenção era ler os relatórios e conceder vista (prazo) para os dois pareceres, mas não foi possível. Na próxima semana, o nosso desafio é a CCJ, afirmou o líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP). A votação do projeto do subteto está marcada para a próxima quarta-feira. Só poderemos votar se o governo se mobilizar para dar quórum na comissão, afirmou o presidente da CCJ, José Carlos Aleluia (PFL-BA), prevendo dificuldades por causa do feriado prolongado de Finados.
O relator da proposta de emenda do subteto, Darci Coelho (PFL-TO), acatou o texto do presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), considerando-o constitucional. Em seu parecer, o relator afirma que o projeto original do governo federal é inconstitucional. Segundo o parlamentar, o governo feriu a autonomia entre os Poderes ao estabelecer que a iniciativa de fixar o valor do subteto é do Executivo.
O líder do PT na Câmara, José Genoino (SP), afirmou que vai apresentar uma emenda na comissão especial, segunda etapa da tramitação, limitando o valor do subteto a um percentual do valor do teto, ainda não fixado. Os governadores poderão receber até 70% do teto geral, por exemplo. Sem o limite, a farra dos altos salários vai continuar. Vou propor um acordo com o governo para arrochar o subteto, afirmou Genoino.





