Curitiba - O deputado estadual Dr. Batista (PMN) anunciou ontem que não vai manter sua assinatura na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim do nepotismo nas três esferas do Poder, de autoria do deputado estadual Tadeu Veneri (PT). Ele argumenta que havia assinado a PEC equivocadamente, acreditando se tratar de uma outra proposta, também do deputado petista, que previa a redução da jornada de trabalho dos servidores públicos da saúde.
O deputado federal Dr. Rosinha (PT/PR) foi pessoalmente ontem à Assembléia Legislativa do Paraná para defender o companheiro de legenda, Tadeu Veneri (PT), ''crucificado'' no plenário quando o líder do Governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), apontou que uma das 18 assinaturas da PEC não era nem do deputado estadual Edgar Bueno (PDT), conforme identificado pela Mesa, nem de nenhum outro parlamentar da Casa. ''Vim trazer meu apoio. Tentaram crucificá-lo e agora (que descobriram que a assinatura é do Dr. Batista) eu quero ver se a Casa vai ter a mesma 'vontade' contra os verdadeiros responsáveis pelo equívoco'', disse Dr. Rosinha.
O deputado Fernando Ribas Carli Filho (PSB), que na semana passada teria se comprometido a assinar a PEC, não compareceu ao plenário ontem. Ele também não atendeu a reportagem ao celular.
Para tramitar a PEC precisa ter no mínimo 18 autógrafos. Assim, somente com 17 assinaturas, a PEC deve ser devolvida ao autor. Sobre o fato dos demais membros da bancada do PT não terem assinado a PEC, seguindo orientação do líder do Governo, Dr. Rosinha preferiu não entrar na discussão.
Um dos argumentos do Dr. Batista (PMN) para não manter sua assinatura na PEC é que nove propostas semelhantes já tramitam na Câmara Federal. Mas, conforme Dr. Rosinha destacou ontem, as propostas contra o nepotismo em Brasília estão ''paradas''.
''A discussão está estagnada em Brasília. Não há acordo entre as lideranças e lá são necessárias 308 assinaturas para a proposta tramitar'', comentou.
Ontem, o presidente da Casa, Nelson Justus (DEM), disse que considera ''até viável'' a proposta do deputado estadual Fábio Camargo (PTB), que pretende proibir a retirada de assinaturas das propostas depois de já protocoladas na Mesa. ''Mas as pessoas têm que ter mais responsabilidade na hora de assinar'', disse ele. A proposta do petebista ainda não chegou ao plenário.

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