Brasília - Mal foi criada e a comissão especial da Câmara para analisar a proposta que acaba com a contratação de parentes no serviço púbico - o nepotismo - começa a expor as resistências que o tema enfrenta entre os deputados. O líder do PT na Câmara, Paulo Rocha (PA), adiantou ontem que o projeto, como está, não é justo nem será aprovado, mas se propôs a indicar, imediatamente, os integrantes do partido para não atrasar a instalação da comissão. Rocha considerou que o parente não pode ser favorecido, mas também não pode ser discriminado, repetindo um argumento bastante usado por deputados que não querem acabar com o nepotismo.
As seis propostas de emenda constitucional (PECs) aprovadas na semana passada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara proíbem a contratação de parentes nos três Poderes e nos três níveis: federal, estadual e municipal.
A comissão especial foi criada ontem por Severino. Os líderes dos partidos têm agora 48 horas para indicar os 31 integrantes.

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