Curitiba - Prefeitos, vereadores e líderes filiados ao PDT que apoiaram a candidatura do governador Roberto Requião (PMDB), na eleição de outubro passado, poderão ser expulsos da legenda dentro de 30 dias. O anúncio foi feito ontem pelo presidente do PDT no Paraná, senador Osmar Dias, que também concorreu ao governo do Estado no último pleito. O senador chegou ao segundo turno da disputa, mas depois perdeu para o governador Requião, que conseguiu se reeleger com 50,10% dos votos válidos.
A decisão de ''punir os traidores'', conforme explicou o senador, já havia sido tomada pela cúpula estadual do partido logo após o fim das eleições. Ontem pela manhã, porém, durante uma reunião do PDT realizada em Curitiba, ficou oficializada a formação de uma comissão, composta por três membros, que começa a partir de hoje um levantamento dos casos. A comissão, primeiro, fará uma lista dos nomes dos filiados que teriam apoiado a candidatura do PMDB. Depois a comissão irá analisar cada caso. E, em seguida, será feita uma votação para decidir sobre o destino do ''traidor''.
A expulsão, segundo o senador, deverá acontecer na maioria dos casos. Se o ''traidor'' não for prefeito, nem vereador, mas estiver exercendo um posto de comando dentro da legenda, na sua cidade, deverá se afastar do cargo. ''É um absurdo o partido não punir. Eles não cumpriram com as regras do estatuto. E se não temos regras, qual o motivo de formarmos partidos? A traição não pode ser uma prática comum'', criticou ele.

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