PDT só apoia Ciro se PTB rejeitar projeto da CLT
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2002
Agência Estado 
Brasília - O PDT ameaça abandonar a aliança presidencial encabeçada pelo ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes (PPS), caso o PTB não reconsidere a decisão de defender a aprovação do projeto de lei que flexibiliza a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) no Senado. Na votação da proposta na Câmara no ano passado, 20 deputados do PTB partido que deve sustentar a candidatura de Ciro apoiaram a mudança na CLT e dez foram contrários. No Senado, a situação, até agora, não é diferente: dos cinco senadores petebistas, quatro estão dispostos a votar a favor do projeto.
O vice-presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, reconhece que as divergências sobre a alteração nas regras trabalhistas devem dificultar a formação da aliança. Lupi avalia que a batalha para derrubar o projeto da CLT deve ser algo simbólico para a coligação cujo o nome será Frente Trabalhista. Segundo o presidente nacional do partido, o ex-governador Leonel Brizola, os eventuais aliados na disputa presidencial PDT, PPS e PTB devem trabalhar para assumir idéias semelhantes no Congresso.
Na última quinta-feira, Brizola fez um apelo ao PTB para que o partido mude de posição e trabalhe para derrotar o projeto de iniciativa do governo. Ele também defende que os três partidos assumam outra bandeira: evitar a aprovação da proposta de emenda constitucional que permite a participação de capital estrangeiro, até o limite de 30% do capital votante, em jornais, revistas e emissoras de rádio e TV. A emenda, que já foi aprovada em primeiro turno na Câmara, deve ser votada em segundo turno, na próxima terça-feira. O PTB é a favor da mudança do texto constitucional.


