Curitiba - O PDT quer se sagrar como um partido de oposição ao governo Roberto Requião (PMDB). Para isto, está fortalecendo seus diretórios municipais e abrindo provisórios em todos os 399 municípios paranaenses. Os prefeitos do partido que não apoiaram a candidatura de Osmar Dias (PDT) para o governo do Estado não poderão permanecer na presidência dos diretórios e não terão legenda para concorrer à reeleição em 2008. Os prefeitos não serão expulsos, mas o partido espera que eles busquem o caminho natural: uma nova sigla que lhes dê legenda para concorrer à reeleição.
Osmar Dias, que é presidente do PDT do Paraná, disse que não quer fazer uma ''caça às bruxas''. O objetivo é fidelizar os pedetistas em busca de um ideal programático com vistas as eleições de 2008 e um plano de governo para 2010. Os projetos serão capitaneados pelo Instituto Alberto Pasqualini e Leonel Brizola. ''Vamos trabalhar todas as regiões para consolidar o trabalho de nossas equipes. O partido quer se tornar uma alternativa de oposição ao governo do Estado. O PDT foi escalado pelo povo nas eleições do ano passado para ser oposição e vamos ter coerência'', disse.
O senador, que disputou o segundo turno das eleições com Requião em 2006, não fala em nomes para 2008 e 2010. ''Fui convocado pelo PDT em 2006. Mas não tenho a intenção de ser candidato por mim mesmo. Vamos analisar as conjunturas, o partido, as entidades, as alianças, as pessoas'', salientou. Osmar confirmou que a tendência do partido é a de apoiar a reeleição de Beto Richa (PSDB) em Curitiba. O PDT também pretende ter candidatos ou alianças fortes em municípios estratégicos onde Osmar foi bem votado como Londrina, Foz do Iguaçu, Cascavel, Ponta Grossa e Maringá.
O trabalho de reestruturação do PDT e os planejamentos de estruturas de governo deverão ser feitos paulatinamente. ''Temos até setembro para reorganizar o PDT nos municípios e compor novas lideranças.''

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