Brasília - Para apoiar a candidatura de Marco Maia (PT-RS) para a presidência da Câmara, o PDT quer que petistas cedam um dos cargos que devem ocupar na Mesa. Outra reivindicação é ganhar prioridade para escolher a presidência da Comissão do Trabalho, o que bate de frente com o PTB.
O PDT já levou os pedidos aos deputados que coordenam a campanha de Maia, mas até agora não obteve resposta. Por isso, em reunião na tarde de ontem, a legenda preferiu não fechar questão quanto ao apoio a Maia.
Esta é a segunda tentativa fracassada da bancada de fazer a declaração. Participaram do encontro 17 deputados, de um total de 26 eleitos. ''A nossa tendência é apoiar Marco Maia, mas o jogo só está começando'', disse o líder do partido, Paulo Pereira da Silva (SP).
O problema é que pelo critério da proporcionalidade, que respeita o tamanho das bancadas eleitas, o PDT não teria direito a nenhum cargo na Mesa. Já o PT terá direito a dois. No caso das comissões temáticas, o partido seria o 11º a fazer a escolha de uma presidência. Ficaria atrás do PTB, que também quer o comando da Comissão de Trabalho.
''Queremos um gesto do PT (para apoiar Marco Maia). Queremos que abram mão de um espaço da Mesa e também nos forneça a chance de escolher a presidência de comissão antes, subiríamos da 11 para a nona escolha'', disse Paulo Rubem Santiago (PDT-PE).
Depois do encontro, Maia minimizou o fato de não ter recebido o apoio do PDT. ''Estamos conversando e tentando encaixar os interesses de todos os partidos. Queremos seguir o critério da proporcionalidade'', disse.
Minutos depois, o petista saiu de sua sala com o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), que disse que todo seu partido vai votar em Maia para presidente da Câmara, nas eleições para fevereiro.
Da Fonte será o candidato do partido para um cargo na Mesa. Segundo ele, a decisão do PP foi unânime. ''Não vejo o menor espaço para candidaturas avulsas'', disse o deputado.

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