PDT quer a presidência da Câmara de Londrina
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quarta-feira, 06 de novembro de 2002
Marcos Espíndola<BR>Reportagem Local 
O PDT quer a presidência da Câmara de Vereadores, já de olho nas eleições municipais de 2004. Dos quatro vereadores que compõe a bancada do partido, três estão no páreo. Além do líder do PDT, Beto Scaff, os colegas Sandra Graça e Henrique Barros também já anunciaram oficialmente a intenção de disputar o comando da Mesa-Executiva. O PT, que na Casa enfrenta a oposição dos pedetistas, pretende se manter fora da disputa, mas deve firmar posição em torno de alguma candidatura adversária e mais alinhada com o partido na Casa, como a dos vereadores Leonilson Jaqueta (PMDB), Orlando Bonilha (sem partido) ou Roberto Kanashiro (PSDB).
A 36 dias da escolha da nova Mesa-Executiva, já são seis os candidatos à sucessão do vereador Tercílio Turini (PSDB) na presidência. Mas é o PDT que demonstra maior empenho em conquistar o cargo. Barros avisa que só abre mão da sua candidatura em favor da vereadora Sandra Graça. ''Agora somos (Barros e Sandra Graça) a bola da vez'', adianta o vereador.
Tanto Barros, quanto Sandra, apostam também numa possível participação do prefeito Nedson Micheleti nas articulações para a sucessão no comando do Legislativo. ''O prefeito pode não participar diretamente, mas tem quem o faça'', avalia Sandra, numa alusão à bancada do PT. ''É óbvio que ele (Micheleti) vai interferir de alguma forma porque esta eleição influenciará diretamente na sua administração'', presume a vereadora.
O presidente do PDT de Londrina, deputado estadual Homero Barbosa Neto, quer que o nome do candidato do partido saia de um consenso. O PDT quer a presidência, isso ele não esconde, até porque terá influência no quadro eleitoral daqui a dois anos. ''A presidência dará maior poder de fogo'', avalia Barbosa Neto, que foi derrotado por Micheleti na última eleição municipal.
Tanto Márcia Lopes quanto o presidente do PT, também vereador André Vargas, querem manter a discussão na bancada, mas também não descartam a consulta ao partido. ''Vamos buscar os quadros com maior afinidade'', anuncia Márcia Lopes, e isso não inclui o PDT.
O líder do PSDB e também candidatável, Roberto Kanashiro, aposta num acordão de última hora para chegar ao comando do Legislativo, a exemplo do que ocorreu há dois anos com o colega de partido, Tercílio Turini. Mesmo sem cobrar a participação direta do atual presidente na disputa, Kanashiro acredita que Turini poderá auxiliar na consolidação de uma escolha de consenso. ''A escolha do Tercílio foi decidida numa reunião fechada entre as duas chapas concorrentes há 25 minutos da eleição'', lembra o tucano.


