''Não é quantos vão sair, mas quantos vão ficar''. A frase dita em tom de ameaça e de suspense ontem pelo presidente local do PDT, deputado estadual Barbosa Neto, se referia à expectativa da reunião marcada para hoje na sede do partido, às 9 horas. Segundo o deputado, o encontro da Executiva deve fazer uma verdadeira ''limpa'' nos números de filiados e membros da diretoria.
De acordo com Barbosa, a reunião servirá tanto para fazer um balanço das eleições municipais na cidade quanto para preparar o terreno à candidatura do senador Osmar Dias (PDT) ao Governo do Estado, em 2006. O ponto crítico, adiantou o deputado, deve ser a revisão dos posicionamentos de alguns filiados, já que pelo menos 26 deles inclusive alguns dos 11 membros da diretoria formaram um comitê de apoio à reeleição de Nedson Micheleti (PT) no segundo turno. Em reunião do PDT local no último dia 9, havia sido definida a posição de neutralidade, com a liberação dos membros para declarações de apoio desde que não envolvessem o nome do partido.
''Para preparar a candidatura do senador, temos que ter um grupo unido, que não conteste nossa liderança. Existem muitas siglas, não precisam usar a do PDT'', avisou, alertando que muitos dos 1.500 filiados devem ser convidados a deixar o grupo. ''Queremos mudar e ficar só com quem comungue com essas diretrizes'', finalizou. Assunto mais delicado da pauta, denúncias específicas de infidelidade partidária também devem ser levadas à discussão entre elas, uma sobre a vereadora Sandra Graça, que não teria participado da campanha de Barbosa Neto, pedindo votos para outro candidato. Na época, a vereadora conseguiu na Justiça liminar suspendendo as atividades da comissão formada internamente para apurar a denúncia contra ela. O PDT entrou com recurso no Tribunal de Justiça (TJ) e aguarda julgamento.

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