PDT no Paraná deve enfrentar racha
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sexta-feira, 29 de março de 2013
José Lazaro Jr.<br> Reportagem Local 
Curitiba - O político Edgar Bueno, reeleito prefeito de Cascavel, adiantou que apoiará a reeleição de Beto Richa (PSDB) em 2014. O problema é que ele está filiado ao PDT, sigla alinhada nacionalmente com o PT de Dilma Rousseff e que lançou Osmar Dias contra o tucano na eleição de 2010. Na cidade dizem que o político pode trocar o PDT por uma sigla da base de Beto, hipótese comentada por ele durante a semana, em entrevista à imprensa local. "Isso é assunto para o ano que vem. Não tenho motivo para mudar. Estou filiado ao PDT desde 1995", desconversou Edgar Bueno.
Enquanto isso, na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, o filho do prefeito de Cascavel e deputado estadual pelo PDT, André Bueno, disse para a FOLHA que defenderá dentro da sigla o apoio ao tucano em 2014. O partido, adiantou o político, fará uma reunião na próxima semana para realinhar seu posicionamento após a vitória de Lupi na convenção nacional. "Não há problema em o PDT apoiar a Dilma em Brasília, mas eu defendo que o partido no Paraná seja liberado para tomar o rumo que achar melhor", declarou André. O deputado estadual integra fielmente a base de apoio a Beto na AL e torce pela coligação com o PSDB.
A campanha eleitoral em Cascavel foi dura no segundo turno, quando Edgar e o deputado estadual Professor Lemos (PT) se enfrentaram diretamente. As agressões tiveram distribuição de panfletos apócrifos, ofensas pessoais e vídeos em que Edgar, por exemplo, acusava Lemos de não residir em Cascavel.
Vencer a próxima eleição em Cascavel se tornou algo importante para Lemos, que recusou o convite para ocupar a vaga do Dr. Rosinha na chapa de deputados federais do PT. Ele vai buscar a reeleição como deputado estadual ano que vem, com o objetivo de disputar novamente a prefeitura em 2016. Na disputa de 2012, ele obteve 71 mil votos no segundo turno, contra 88 mil de Edgar. Sem chance de ser candidato, nada impede que Edgar lance seu filho na sucessão do município.
A FOLHA adiantou essa aproximação do PDT com o PSDB na análise das eleições municipais, mostrando que em Cascavel, Pato Branco e Umuarama, por exemplo, prefeitos do PDT têm vices tucanos. A exceção é Curitiba, onde o ex-tucano Gustavo Fruet (PDT) ganhou com o apoio do PT, depois de uma carreira política associada ao PSDB.
Distanciado da cena eleitoral pelas condições de seu cargo no Banco do Brasil, Osmar Dias (PDT) pode ser candidato ao Senado em ambas as chapas (Beto Richa ou Gleisi Hoffmann, do PT) ou encabeçar novamente uma aliança com os petistas, hipótese confirmada por Paulo Bernardo (PT) semana passada, caso a presidente Dilma impeça Gleisi de deixar a Casa Civil.


