PDT monta estratégia para eleições no Estado
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de janeiro de 2004
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O PDT paranaense quer utilizar as eleições municipais deste ano para pavimentar a candidatura do senador Osmar Dias ao governo em 2006. Em uma reunião do diretório estadual ontem, os pedetistas decidiram que irão utilizar o apoio da sigla em Londrina, Curitiba e Maringá, neste ano, como moeda de troca para viabilizar uma candidatura própria ao governo daqui a dois anos.
Os pedetistas decidiram que nas três cidades a política de alianças para a disputa eleitoral será definida pela cúpula estadual do partido. ''Nos municípios com menos de 200 mil habitantes, os diretórios municipais estão livres para compor suas alianças. Mas em Londrina, Curitiba e Maringá será o diretório estadual que terá a última palavra, e vamos priorizar alianças que possam se repetir em 2006'', afirmou Osmar, que também é presidente estadual do PDT.
Osmar não admite ser pré-candidato ao governo em 2006, mas é quase certo que lance sua candidatura. O resultado das eleições para o Senado em 2002 trouxe duas vantagens para o pedetista: além da votação expressiva (2,7 milhões de votos), Osmar garantiu seu mandato por oito anos, o que lhe permite disputar o governo em 2006 e ainda ter mais quatro anos de mandato em Brasília caso seja derrotado.
Na reunião de ontem os pedetistas definiram que só irão lançar candidatura própria nos grandes centros caso algum candidato tenha chances reais de ganhar as eleições. ''Muitos partidos estão apresentando pré-candidatos que não irão concorrer em outubro. Estão só fazendo marola, tentanto promover nomes que irão se candidatar a vereador ou a deputado em outras eleições. O PDT não irá fazer isso. Se apresentarmos um nome, será um nome com peso eleitoral e chances de vencer'', assegurou Osmar.
Pelo critério do peso eleitoral, o PDT só teria chances de lançar candidato em Londrina, onde o deputado estadual Barbosa Neto aparece bem nas pesquisas. Em Curitiba e Maringá a sigla não apresenta nomes com fôlego para disputar a prefeitura. Segundo Osmar, as alianças só serão costuradas nos próximos meses. ''Agora ainda é uma fase de muito barulho e poucos dados concretos. A única coisa certa é que não faremos aliança com PT ou PMDB, que serão adversários nossos em 2006'', disse.
O senador é econômico quando o assunto é o PFL do prefeito Cassio Taniguchi, no caso de Curitiba. Nos bastidores, especula-se que Osmar tem emitido sinais de que o PDT pode firmar uma aliança com o PFL na capital, justamente para frear o avanço do PT e do PMDB, que devem se coligar em torno da candidatura do deputado estadual Angelo Vanhoni (PT).


