O PDT lançou ontem em Curitiba as candidaturas dos senadores Alvaro Dias para o governo do Estado e de Osmar Dias para a reeleição ao Senado. O lançamento aconteceu durante a solenidade de filiação dos irmãos Dias no partido, que contou com a presença do presidente nacional da sigla, Leonel Brizola, e reuniu cerca de 300 pessoas no auditório do Teatro Fernanda Montenegro, em Curitiba. Os irmãos Dias se filiaram ao PDT após sofrerem processo de expulsão do PSDB, por terem assinado requerimento para criação da CPI da Corrupção. A CPI pretendia investigar denúncias contra o governo do presidente FHC.
Em seu discurso, Brizola disse que o PDT renasce no Paraná com direção à vitória nas eleições do ano que vem. ''Agora o PDT do Paraná encontra lideranças de expressão. Lideranças diferentes das que já tivemos um dia. Erramos. Trouxemos um Judas para nosso ninho. Mas agora estamos construindo um partido com apóstolos dedicados'', afirmou ele, fazendo alusão ao cristianismo e lembrando que o PDT já teve como lideranças políticas o governador Jaime Lerner e o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi, ambos atualmente no PFL.
O presidente regional do PDT, Nelton Friedrich, disse que o partido terá agora duas lutas fundamentais: peregrinar pelo Estado em busca de programas políticos para a reconstrução do Paraná com vistas às eleições do ano que vem e reverter o processo de privatização da Copel. ''Nós vamos vencer as eleições e colocaremos o Paraná nos trilhos. O melhor do Paraná agora está no caminho dos novos Dias'', disse Friedrich, fazendo um trocadilho com o sobrenome dos senadores.
Emocionado, Osmar Dias afirmou que o PDT, com Alvaro no governo, irá transformar o Paraná. ''Quero aqui fazer uma corrente de ética e dignidade na administração pública do Paraná. Estamos prontos para andar por todo o Estado e de mãos dadas para darmos continuidade no projeto de Alvaro de governar o Paraná'', declarou.
Alvaro disse que quer uma grande frente de oposições para as eleições do ano que vem. Mesmo pretendendo ser candidato pela Frente de Oposições, o senador não se colocou como empecilho para futuras negociações. ''Não serei um obstáculo para o entendimento das oposições, podem ter certeza. Se um dia eu entender que outro nome é melhor do que o meu, eu renunciarei a todos os meus interesses pessoais em favor dos interesses do Paraná e da população do nosso Estado'', garantiu.

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