RIO - A executiva nacional do PDT decidiu ontem expulsar do partido o governador do Mato Grosso, Dante de Oliveira, e quatro parlamentares, Serafim Venzon (SC), Wilson Braga (PB), Vicente André Gomes (PE) e Luiz Durão (ES). Eles foram punidos por terem desrespeitado deliberação da direção nacional de votar contra a reeleição. O ex-governador do Rio Leonel Brizola, membro da executiva e presidente nacional do PDT, considerou ‘‘inadmissível’’ que Dante de Oliveira tenha se aliado ao presidente Fernando Henrique e que quatro deputados tenham votado pela aprovação da emenda. O deputado Eurípedes Miranda (RO) escapou da punição porque seu nome não constava do placar de votação do Congresso.
‘‘Eles não tiveram nem sequer a honradez defendendo suas posições em favor do projeto diante de colegas do partido’’, diz a nota da executiva nacional. Pela manhã, durante o enterro do escritor Antonio Callado, Brizola já demonstrava que a expulsão dos cinco integrantes do partido estava selada. ‘‘Uma das primeiras medidas que vamos tomar é tratar de limpar nosso partido da presença de traidores’’, declarou Brizola. ‘‘Estes trânsfugas deixaram de vir ao PDT para debater e sustentar suas idéias para depois nos trair sorrateiramente.’’
Mesmo com a derrota de anteontem na Câmara, o PDT decidiu fazer uma campanha, em rádio e televisão, contra a reeleição. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu na quinta-feira passada o direito a 60 inserções de 30 segundos cada e outras 10 de um minuto cada. O partido ainda está negociando com as emissoras de rádio e televisão a data do início da campanha. Como a decisão do TSE foi tomada antes do primeiro turno da votação da emenda na Câmara, os dirigentes do PDT estão redefinindo a tônica do discurso contra a reeleição. Já se sabe, no entanto, que a propaganda pedirá a realização do plebiscito.

mockup