A executiva estadual do PDT deixou para segunda-feira a decisão final sobre o caminho que irá seguir nas eleições de outubro. Em reunião na manhã de ontem, que contou com a presença do vice-presidente de agronegócios do Banco do Brasil, Osmar Dias, e do presidente estadual da legenda, Haroldo Ferreira, os correligionários se mostraram divididos entre as candidaturas de Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB) ao governo do Estado.
Segundo o deputado estadual Nelson Luersen (PDT), que participou do encontro, apesar das conversas sobre a aliança com o PT estarem "mais adiantadas", o quadro ainda não está fechado. "São várias as propostas, o que é bom para o partido e bom para a democracia, mas decisão mesmo só na segunda-feira", desconversou. "O Requião pediu uma conversa para os próximos dias. E a militância tem simpatia dividida. Muitos da comissão provisória preferem o PMDB e muitos o PT", completou.
Na convenção do último dia 21, o PDT fez o que chamou de "sinalização política a favor de Gleisi", em uma continuação da aliança que levou à eleição de Gustavo Fruet (PDT) na capital. Na ocasião, a legenda fez uma exigência: indicar a vaga para a disputa ao Senado. Com isso, apresentou ao PT uma lista de três nomes: o vereador de Curitiba Jorge Bernardi, o deputado estadual André Bueno e o ex-deputado Léo de Almeida Neves. No caso de Bueno, contudo, há ainda uma resistência por conta do imbróglio envolvendo seu pai, Edgar, e o também deputado Professor Lemos (PT), adversários no último pleito para a Prefeitura de Cascavel.
Nos bastidores, comenta-se também que a ausência dos petistas na convenção, somada à resistência de algumas alas do partido, favoráveis a lançar um nome "de mais peso" ao posto majoritário, como o do deputado federal Dr. Rosinha (PT), teria contribuído para a abertura do diálogo com o PMDB.

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