Curitiba – Em visita a Curitiba para participar de uma série de encontros com representantes dos diretórios municipais do PDT, além de reuniões com deputados, o presidente nacional da legenda e ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi, ressaltou que ainda não houve nenhuma conversa concreta sobre o senador tucano Alvaro Dias estar sendo observado para integrar o partido. Entretanto, quando questionado sobre esta possibilidade ele deixou claro que a "porta" do PDT está sempre aberta.
A possibilidade de saída de Alvaro do PSDB vem sendo aventada há algum tempo. O político tem feito duras críticas ao atual governo estadual e, inclusive, não compareceu à Executiva do partido, em Curitiba, realizada no mês passado, quando Ademar Traiano foi escolhido o novo presidente da legenda no Paraná.
"Não conversei com o senador Alvaro Dias. Ele já fez parte do quadro do PDT anos atrás, mas não tive mais contato com ele, apenas conversas de bastidores. Tem realmente esta especulação, mas eu procuro trabalhar a política com fatos. De qualquer forma, nossa porta é que nem porta de igreja, está sempre aberta. Mas ninguém entra na igreja hoje já para ser bispo, cardeal no dia seguinte. Tem que ter consciência de que a porta está aberta mais tem todo o seu ritual", ressaltou Lupi.
Ele que visitou a Assembleia Legislativa durante a tarde de ontem, reforçou que o partido estuda apresentar candidatura própria para a presidência em 2018. Além disso, Lupi destacou que Osmar Dias segue como nome forte da legenda para concorrer tanto ao Palácio Iguaçu quanto ao Senado em 2016. Sobre a queda de aprovação do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, o ex-ministro fez questão de minimizar os números. O atual administrador aparece atrás de Ratinho Jr. (PSC) e quase empatado com o deputado Requião Filho (PMDB), na segunda colocação. "Cada eleição é uma história, não podemos misturar as coisas. O Fruet tem que passar por este momento difícil, mas ele é um ótimo administrador", ressaltou Lupi.
O presidente do PDT acredita que as críticas ao governo Dilma, do qual seu partido integra a base aliada, e os índices de reprovação pela população, serão superadas. "Sempre repito que pesquisa é a fotografia de um momento. Hoje o tempo está chuvoso, mas amanhã pode ter sol", afirmou. Ele ainda destacou que é desnecessário ficar falando em impeachment da presidente da República. "Acabou a eleição e a presidente Dilma ganhou. Não estou entrando no mérito de acertos e erros, mas as pessoas têm que saber que teve um governo vitorioso. Não podemos a cada crise ou momento difícil achar que a solução é impeachment ou derrubar na Justiça aquilo que o povo votou", concluiu.

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