PDT é proibido de exibir vídeos
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quinta-feira, 24 de outubro de 2002
Maria Duarte<BR>Equipe da Folha 
Curitiba O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná determinou ontem a retirada do ar de inserções, de 15 e 30 segundos, veiculadas no horário eleitoral reservado ao candidato ao governo Alvaro Dias (PDT), nesta quarta-feira. A equipe jurídica do PMDB entendeu que a propaganda fazia ''acusações e denúncias'' contra Roberto Requião (PMDB), seu adversário na disputa.
Os vídeos falavam de nepotismo durante o governo Requião (1991-1994), que teria nomeado parentes para cargos públicos, e do ''caso Teixeirinha'', um trabalhador sem-terra, Diniz Bento da Silva, morto durante o governo do peemedebista, numa desastrosa ação policial no Oeste.
Conforme o despacho do juiz auxiliar Marcelo Malucelli, ''tal espécie de
veiculação na forma de inserções é absolutamente vedada, simplesmente porque faz uso de recursos técnicos proibidos pelo artigo 51, da Lei 9.504/97 independentemente do teor subjetivo de seu conteúdo''.
Os advogados da coligação encabeçada por Alvaro não vão recorrer, porque os vídeos proibidos pelo TRE foram produzidos apenas para serem usados na quarta-feira. A Folha apurou que a estratégia era ''esquentar'' o horário eleitoral, e depois mudar os programas para outros temas.
Na avaliação de Luiz Carlos Delazari, secretário-geral do PMDB e um dos coordenadores jurídicos da campanha, ''esses comerciais tinham o único objetivo de denegrir a imagem de Requião''. No horário do PMDB, Requião não rebateu as acusações. Apenas alertou o eleitor de que a baixaria está aumentando.


