PDT e PPS rompem e sepultam aliança de centro-esquerda
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 02 de outubro de 2001
Agência Estado<br> Do Rio de Janeiro 
Uma dura troca de cartas entre o pré-candidato do PPS à Presidência, Ciro Gomes, e o presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, virtualmente sepultou as negociações para a formação de uma ''terceira via'' de centro-esquerda nas eleições presidenciais de 2002. O rompimento foi causado pela filiação ao PPS do ex-governador do Rio Grande do Sul Antonio Britto, que irritou o comando pedetista. Os primeiros sinais de que a aliança não poderia ser concretizada aconteceu quando o governador de Minas Gerais, Itamar Franco, possível cabeça de chapa, anunciou que ficaria no PMDB.
O relacionamento PDT-PPS estava tenso, e entrou em crise de vez com a confirmação da presença de Ciro na solenidade de filiação, ao PPS, de Britto, possível candidato ao governo gaúcho. Brizola reclamou com Ciro e manifestou em público seu desagrado. Anteontem, recebeu um texto em que o pré-candidato do PPS praticamente rompia o entendimento, acusando Brizola de sempre ter preferido Itamar como candidato e avisando não poderia aceitar a ''última exigência'' do pedetista, insinuando que o pedetista reivindicara que ele não apoiasse a entrada do ex-governador no PPS. ''Não quero ser um problema para o senhor e para a sábia condução que sempre soube dar ao partido que lidera'', afirmou.


